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Leituras
cotidianas
Leituras cotidianas nº 355, 22 de
novembro de 2007.
André Ribeiro Giamberardino
Tropa
de Elite: “O medo não nos absolverá”
A produção social da indiferença, nos termos materializados há
décadas na Alemanha nazista, não serve hoje como analogia apenas aos agentes
do BOPE, mas a todos nós.
Leituras cotidianas nº 354, 17 de
novembro de 2007.
Paulo César Nascimento
Pesquisa
mapeia discurso neonazista na rede
Antropóloga promove análise etnográfica das práticas e das
representações de ativistas racistas.
Leituras cotidianas nº 353, 26 de
outubro de 2007.
Pietro Alarcón
Che:
Homem e Exemplo
Che não era um Quixote lutando contra moinhos, mas um ser
humano convencido até a alma dos seus sonhos, o que o une a todos os
progressistas do mundo, nos quais a dor ou o cansaço não matou a utopia.
Leituras cotidianas nº 352, 7 de
outubro de 2007.
Altamiro Borges
A
ditadura da mídia no Brasil
Atualmente, a mídia hegemônica exerce uma brutal ditadura
midiática, manipulando informações e deturpando comportamentos. Na crise de
hegemonia dos partidos burgueses, a mídia hegemônica confirma uma velha tese
do revolucionário italiano Antonio Gramsci e transforma-se num verdadeiro
“partido do capital”.
Leituras cotidianas nº 351, 4 de
outubro de 2007.
Mateus Alves (Correio da Cidadania) entrevista
Samuel Possebon
O
papel do Brasil nas telecomunicações
Possebon, além de debater a questão das concessões de
radiodifusoras e a democratização da comunicação no Brasil, faz sua análise
do impacto do crescimento de habitantes com acesso à Internet no país,
demonstrado na recém-divulgada Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
(PNAD) 2006.
Leituras cotidianas nº 350, 28 de
setembro de 2007.
Revista Páginas Abertas entrevista Mário Maestri
Cotas
destroem princípios de igualdade
O grande discriminador é a riqueza – ao qual se agregam, sem
dúvidas, as discriminações de raça, sexo, etc. Qualquer estudo mostrará que
os salários dos homens negros são superiores ao das mulheres negras, ou que o
filho de médico negro se dá melhor na vida do que o de um lixeiro branco.
Leituras cotidianas nº 349, 25 de
setembro de 2007.
Édio João Mariani
A
trajetória de implantação do neoliberalismo
Conhecer o neoliberalismo e a sua lei de mercado globalizado é
indispensável para o entendimento dos efeitos da sua lógica nas nossas vidas.
A partir da década de 1970 suas idéias começam a ser implementadas na Europa
e nos Estados Unidos. Em pouco tempo vários países tinham implantado suas
idéias. Essas idéias foram organizadas pelos teóricos do Banco Mundial, do
Fundo Monetário Internacional e do Consenso de Washington.
Leituras cotidianas nº 348, 21 de
setembro de 2007.
Rafael Mantovani
Política
e televisão: Debate entre Sartori, Bourdieu, Adorno e Marcuse
O presente artigo pretende apresentar a teoria antropológica e
política apresentada por Giovanni Sartori em Homo videns: Televisão e pós-pensamento, livro no qual o autor
alerta sobre os perigos políticos que a televisão pode proporcionar. Para uma
compreensão da problemática com a qual o autor dialoga, são trazidos autores
frankfurtianos e Pierre Bourdieu para que confluências e divergências de
pensamentos possam ser refletidas.
Leituras cotidianas nº 347, 21 de
agosto de 2007.
Eduardo Galeano
Quatro
frases que fazem crescer o nariz do Pinóquio
A linguagem oficial afoga a realidade para conceder impunidade
à sociedade de consumo, a qual é imposta como modelo em nome do
desenvolvimento e das grandes empresas que lhes extraem o sumo.
Leituras cotidianas nº 346, 18 de
agosto de 2007.
Henri-Pierre Jeudy
“Preservar
memória é uma aberração”
O fato de haver lugares e comunidades que não se preocupam com
a conservação é um signo de liberdade. É um modo de resistência à captura das
culturas, à captura museográfica das culturas.
Leituras cotidianas nº 345, 15 de
agosto de 2007.
Mateus Alves e Valéria Nader
Regeneração
da “alma partidária” é necessária
Precisamos encontrar uma outra expressão de defesa dos
direitos populares, que seria a reformulação – ou melhor, a regeneração – da
alma partidária, para que o partido servisse de agente de liderança,
esclarecimento e de formação do povo organizado, a fim de que ele possa
exercer efetivamente, e não apenas de modo retórico, o poder soberano no
Estado brasileiro.
Leituras cotidianas nº 344, 2 de agosto
de 2007.
Marcelo Pompêo
A
não-declarada Política Nacional de Meio Ambiente
Quando olhamos o conjunto da obra das várias instâncias do
governo federal, a única sensação que fica é que há clara política voltada a
atender unicamente os interesses do grande empresariado, seja do agronegócio,
da indústria ou das empreiteiras, em detrimento da sustentabilidade do
ecossistema e das necessidades reais da maior parcela da população brasileira.
Isto coloca o empresário como aquele que define a pauta relativa aos
investimentos e às questões ambientais no Brasil.
Leituras cotidianas nº 343, 28 de julho
de 2007.
Rafael Fortes
Pan
do Rio: Pandemônio
Um ufanismo exacerbado toma conta das falas a respeito do Pan
2007 na mídia gorda – a mesma que não é ufanista nem defende os interesses
nacionais quando se trata de questões econômicas, políticas e culturais
relevantes. Como se verá, no fim das contas, neste caso a situação não é
diferente.
Leituras cotidianas nº 342, 26 de julho
de 2007.
Tatiane Pacanaro Trinca
A
tirania da beleza
As relações que o mercado estabelece com a expectativa de
corpo predominante são múltiplas, criando sempre demandas corporais e novas
exigências aos indivíduos. A Ciência, assim como os meios de comunicação, por
meio de sua suposta neutralidade e objetividade, penetrou em todos os
recantos da vida. Além da poderosa tarefa de esquadrinhar e normatizar o
corpo, oferecem os mais diversos meios para sua fabricação.
Leituras cotidianas nº 341, 19 de julho
de 2007.
Paulo Denisar Fraga
Mito
e Ciência: A confluência turva do esclarecimento
Muito longe da pretensão auto-suficiente de poder liquidar
tudo em que se possa espiar um resquício mítico, o esclarecimento acha-se ele
mesmo enredado nos mitos.
Leituras cotidianas nº 340, 17 de julho
de 2007.
Paulo Roberto de Almeida
Está
aumentando o número de idiotas no mundo?
Nunca foi tão grande o número de pessoas partilhando de um
mesmo conjunto de explicações simplistas sobre as complexidades do mundo e da
vida, ao mesmo tempo em que aumenta gradativamente o número daquelas capazes
de galgar as escarpas ásperas da ciência e de adotar explicações racionais
para esses mesmos problemas.
Leituras cotidianas nº 339, 17 de julho
de 2007.
Henrique Rattner
A
parábola da ponte
Contrariamente à ideologia proclamada e enaltecida pelo regime
capitalista, a espécie humana, desde que apareceu no planeta, é gregária,
cooperativa e solidária. Para sobreviver, precisamos uns dos outros, para
produzir os meios de subsistência e organizar a vida coletiva, na defesa
contra desastres naturais e sociais, através do desenvolvimento de uma
cultura de cooperação e de paz.
Leituras cotidianas nº 338, 4 de julho
de 2007.
Leneide Duarte-Plon
Trabalho?
Nem pensar!
Na França atual, algumas pessoas resolveram parar de trabalhar
para viver melhor, com mais tempo para si. Essa opção radical e subversiva,
feita por pessoas de ambos os sexos e diversas faixas etárias, implica
necessariamente outra: o abandono voluntário da sociedade de consumo. Eles
sabem que, ao “parar de perder a vida para ganhá-la”, abrem mão do supérfluo
e passam a viver com o estritamente necessário.
Leituras cotidianas nº 337, 4 de julho
de 2007.
Maria Sylvia Carvalho Franco
Entre
quatro paredes
No mundo regido pela ciência e pela técnica, dominado por
centros hegemônicos, o trabalho da teoria, o uso prudente dos conhecimentos,
a prática desvinculada da imediatez são os meios capazes de enfrentar a
violência com que os interesses lucrativos e a cobiça política estilhaçam a
sociedade e a cultura.
Leituras cotidianas nº 336, 3 de julho
de 2007.
Jefferson Agostini Mello, Alessandro
Soares da Silva e Hivy Damásio Araújo Mello
Memórias
de um passado presente
Se, pelo menos, até os anos de 1960, a formação em Ciências Humanas,
na Universidade de São Paulo, tinha como ponto de partida a ênfase na
pesquisa e no ensino desinteressados, o aprimoramento científico, o combate
aos oficialismos, sempre em vista de uma compreensão mais ampla do país e,
ainda, da superação das desigualdades, não assistiríamos, nos dias de hoje, a
uma significativa mudança no que diz respeito a esses fundamentos?
Leituras cotidianas nº 335, 29 de junho
de 2007.
Ed Grabianowski
Como
funciona o aquecimento global
A maioria dos cientistas diz que o aquecimento global é real e
que é provável que cause algum dano, mas a extensão do problema e o perigo
apresentado pelos efeitos estão abertos ao debate.
Leituras cotidianas nº 334, 24 de junho
de 2007.
Pablo Ortellado
Por
que somos contra a propriedade intelectual?
Desde que a legislação sobre propriedade intelectual foi
primeiramente elaborada, ela sempre foi justificada pelo estímulo material
que o criador receberia. Mas será que o estímulo material é o único e o
melhor estímulo que se pode dar para o desenvolvimento do saber, da cultura e
da tecnologia? Será que antes do advento das leis de propriedade intelectual
as pessoas não eram estimuladas a escrever livros e canções e a inventar
dispositivos tecnológicos?
Leituras cotidianas nº 333, 24 de junho
de 2007.
Túlio Lima Vianna
A
ideologia da propriedade intelectual
O alto valor de livros, CDs,
DVDs e de programas de computador é
sustentado por uma escassez de obras intelectuais criada artificialmente por
um monopólio do direito de cópia concedido pelo Estado aos detentores dos meios
de produção. Esta escassez artificial, longe de tutelar os direitos do autor
da obra intelectual, beneficia principalmente a “indústria cultural”, em
detrimento da classe hipossuficiente da população, que é obrigada a escolher
entre o consumo de bens de subsistência e de bens culturais e acaba optando
impreterivelmente por aqueles. Desta forma, aumenta-se o fosso cultural
existente entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos e, internamente,
entre os membros de uma elite econômica e cultural e a massa da população
fadada ao trabalho braçal, à miséria e à ignorância.
Leituras cotidianas nº 332, 22 de junho
de 2007.
José Carlos Moutinho
Venezuela
quer imprensa responsável
Qual foi o motivo do alarde contra o presidente venezuelano
Hugo Chávez? Ter cumprido à risca o que determina a Constituição de seu país,
notadamente o artigo 156 e a Lei Orgânica de Telecomunicações, que determinam
que é dever do Estado garantir e regular o acesso e o uso do espaço de
radiodifusão e avaliar se um operador serviu ou não ao interesse geral do
povo venezuelano.
Leituras cotidianas nº 331, 21 de junho
de 2007.
Juliana Motter
Prazer
vale mais do que sucesso
Dar-se bem em todas as áreas – sentimental, profissional,
financeira, etc. – tem sido, ao que parece, nosso maior ideal. Mas, na
contramão das sufocantes cobranças sociais por êxito, o filósofo francês Luc
Ferry argumenta que o que dá sentido à existência é uma vida bem-vivida e não
a tão almejada vida bem-sucedida.
Leituras cotidianas nº 330, 19 de junho
de 2007.
Altamiro Borges
A
demonização da rádio comunitária
Na sua triste gestão, emissoras de comunidades e movimentos
sociais comeram o pão que o diabo amassou e não tiveram paz. Modestas salas
de rádios comunitárias foram invadidas, transmissores foram apreendidos ou
destruídos e comunicadores populares foram presos e hoje vivem na
“clandestinidade”. Hélio Costa é culpado por um dos recordes negativos do
governo Lula na comparação com FHC: o da repressão de rádios comunitárias.
Leituras cotidianas nº 329, 17 de junho
de 2007.
Lee Salisbury
Jesus:
O incômodo silêncio da História
O cristianismo continua tendo tantas evidências imparciais
sobre Jesus quanto sobre o Mágico de Oz, Zeus ou qualquer um dos muitos
deuses-redentores daquela época.
Leituras cotidianas nº 328, 6 de junho
de 2007.
Valéria Nader (com a colaboração
de Mateus Alves)
Reforma
agrária é demanda atual e exige a massificação da luta popular
A reforma agrária é pensar um outro modelo, um outro papel
para a agricultura. É pensar uma outra maneira de ver o campo. A nossa matriz
é a do velho latifúndio; queremos inverter essa lógica, levando muitas
famílias para viver no campo, com condições de educação, de infra-estrutura,
de moradia, de cultura, e produzindo alimentos. Resolve-se, assim, o problema
do povo brasileiro, e não o problema do mercado, do pagamento de juros, de
meia dúzia de multinacionais que destroem o meio ambiente.
Leituras cotidianas nº 327, 26 de maio
de 2007.
Fernando Silva
A
“santidade” de madre Teresa de Calcutá
O inglês Christopher Hitchens preparou um documentário sobre
suas atividades, com farto material filmado, transmitido pela BBC, e publicou
um livro, em 1995, “The Missionary Position: Mother Teresa in Theory and
Practice”, onde chega à conclusão de que ela apoiava os ricos e poderosos e
tudo lhes perdoava, enquanto pregava obediência e resignação aos pobres.
Leituras cotidianas nº 326, 21 de maio
de 2007.
Fidel Castro Ruz
Reflexões
do comandante-em-chefe
O capitalismo transforma em mercadoria tudo aquilo que está ao
seu alcance. Os alimentos são convertidos em energéticos para viabilizar a
irracionalidade de uma civilização que, para sustentar os privilégios de
poucos, provoca um brutal ataque ao meio ambiente.
Leituras cotidianas nº 325, 18 de maio
de 2007.
Marina dos Santos, Roberto
Malvezzi e Temístocles Marcelos
Na
guerra da transposição não há inocentes
O sertão tem água, é bonito e tem viabilidade. Inviável é a
classe política e o modelo de desenvolvimento que nele se aplica há séculos.
Leituras cotidianas nº 324, 16 de maio
de 2007.
Mário Maestri
13
de maio: A única revolução social do Brasil
A revolução abolicionista foi o primeiro grande movimento de
massas moderno, promovido pelos trabalhadores escravizados em aliança com
libertos, trabalhadores livres, segmentos médios etc. Até agora, foi a única
revolução social vitoriosa do Brasil. Se a situação que vivemos não nos
agrada, a responsabilidade não cabe aos nossos ancestrais, que fizeram a sua
revolução. Cabe simplesmente a nós, que não fizemos as nossas.
Leituras cotidianas nº 323, 8 de maio
de 2007.
Valéria Nader entrevista
Ariovaldo Umbelino
“Intelectualidade”
tenta encobrir estrutura fundiária nefasta
e defender agronegócio
“Será que há condições de defender uma estrutura fundiária
como a que nós temos no Brasil, onde 6 mil pessoas são proprietárias de 15%
do território nacional? Ou vamos defender que 22 sejam proprietários de 8% do
país? É essa estrutura fundiária que vamos defender, e achar normal a sua
existência no mundo de hoje? Onde é que existe, no mundo, uma estrutura
fundiária com as propriedades do tamanho das do Brasil? Nós, intelectuais que
estudamos a questão agrária, vamos ser coniventes com essa estrutura fundiária
violentamente concentrada?”
Leituras cotidianas nº 322, 7 de maio
de 2007.
Rita de Cássia Souto Maior
Siqueira Lima
As
teorias e as suas verdades relativas
Se estivermos todos de costas para o real e, dele, só virmos a
sombra na parede, negar outras interpretações dessas sombras é querer estar
sozinho na gruta, ou rodeados de cegos.
Leituras cotidianas nº 321, 4 de maio
de 2007.
Altamiro Borges
A
morte do “democrata” Octavio Frias
Não é educativo ficar tecendo loas a um figurão tão
controvertido da história nacional. Um rápido levantamento confirma que o
país não perdeu um democrata, muito pelo contrário.
Leituras cotidianas nº 320, 3 de maio
de 2007.
Rogério Grassetto Teixeira da
Cunha
Pacote
Ecológico de Crescimento (PEC)
Com o Programa Ecológico de Crescimento (PEC) é possível
atingir os objetivos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) com
medidas que não sejam tão negativas ao meio ambiente como as apresentadas
pelo governo federal.
Leituras cotidianas nº 319, 1º de maio
de 2007.
Revista ÉPOCA
Reprimir
não resolve
Psicoterapeuta diz que jamais existirá sociedade sem drogas e
prega o consumo consciente de substâncias lícitas e ilícitas.
Leituras cotidianas nº 318, 25 de abril
de 2007.
Silvio Mieli
“Big
Brother Brasil”: Imagens puras da exceção
No reality show, o papel
dos espectadores é o de empobrecer o conteúdo de suas próprias experiências.
Leituras cotidianas nº 317, 23 de abril
de 2007.
Raymundo de Lima
Para
ler e compreender
Nem todo aluno é estudante. O salto para ser estudante implica
numa mudança de atitude de saber mais-e-mais, de questionar, problematizar as
informações, esforçar-se para aprofundar os conhecimentos. O aluno-estudante
aprende a selecionar o que deve ler, o que efetivamente pode contribuir para
sua formação intelectual e melhorar sua compreensão sobre a complexidade do
mundo atual. É preciso que o aluno supere a condição de passividade, de
apenas ler os textos que o professor mandou.
Leituras cotidianas nº 316, 10 de abril
de 2007.
Antônio Inácio Andrioli
Agroecologia
e desenvolvimento sustentável
Atualmente, os investimentos precisam ser direcionados para a
reconstituição dos recursos naturais, desenvolvendo tecnologias que possam
maximizar sua produtividade, visto que são o novo fator limitante. Precisamos
potencializar o uso dos recursos e não utilizá-los simplesmente em função do
crescimento econômico. É neste debate que se insere a agroecologia como um
princípio para o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar.
Leituras cotidianas nº 315, 5 de abril
de 2007.
Maria Luisa Mendonça e Marluce
Melo
Colonialismo
e agroenergia
Sob o pretexto de criar a nova “civilização da fotossíntese”
ou dos supostos benefícios de uma nova matriz baseada na agroenergia, grandes
transnacionais e elites locais procuram expandir seu monopólio em nossos
territórios.
Leituras cotidianas nº 314, 4 de abril
de 2007.
Mário Maestri
O
gaúcho e seu avesso
O deslocamento geográfico do célebre monumento do Laçador, na
entrada de Porto Alegre, centrou os holofotes da mídia regional nesse
registro exemplar da ocultação do rosto triste do gaúcho-peão, herói anônimo
do mundo do trabalho do passado sulino, através da projeção sobre sua
representação da imagem idealizada do fazendeiro, seu antípoda social.
Leituras cotidianas nº 313, 3 de abril
de 2007.
Mauricio Monteiro Filho
Busca
por soja responsável exige fim das plantações na Amazônia
Expansão desenfreada das lavouras do grão é alvo de críticas
por parte de entidades ambientalistas, enquanto gigantes do setor prometem
maior controle, através de medidas paliativas como a moratória da soja.
Leituras cotidianas nº 312, 29 de março
de 2007.
Altamiro Borges
Bush,
Lula e embriaguez do etanol
A opção pelo etanol deve gerar devastação ambiental, trabalho
precarizado e a desnacionalização do campo; benefícios, só para os “heróis”
usineiros.
Leituras cotidianas nº 311, 28 de março
de 2007.
Luísa Gockel
Filhos
de Francisco
De todos os argumentos usados contra a transposição das águas
do rio São Francisco, um parece ser proferido em uníssono pelas lideranças
envolvidas nas manifestações: o projeto seria a edição moderna da indústria
da seca e estaria inaugurando uma nova era, a do hidronegócio.
Leituras cotidianas nº 310, 28 de março
de 2007.
Altamiro Borges
As
mentiras do terrorista George Bush
Para justificar a sanguinária ocupação do Iraque, iniciada em
março de 2003 e que já causou a morte de 700 mil iraquianos e de mais de 3
mil soldados estadunidenses, o presidente-terrorista George W. Bush difundiu
pelo mundo três falsidades grosseiras, que passaram a ser amplamente
divulgadas pela mídia hegemônica.
Leituras cotidianas nº 309, 26 de março
de 2007.
Anthony R. Pratkanis
Como
criar uma pseudociência
Muitas das táticas de persuasão descobertas pelos psicólogos
sociais são usadas todos os dias, talvez de forma não totalmente consciente,
pelos divulgadores da pseudociência. Para ver o quanto essas táticas podem
ser usadas para divulgar tolices, vamos fazer de conta, por um momento, que
nós queremos criar nossa própria pseudociência. Aqui estão nove táticas de
propaganda muito comuns que poderiam nos levar ao sucesso.
Leituras cotidianas nº 308, 22 de março
de 2007.
Luís Carlos Lopes
Manipulação:
espaços e poder
Os quatro principais espaços da manipulação nos tempos que
correm são os da política, da publicidade, da propaganda política e das
relações afetivas. Como vencer os manipuladores?
Leituras cotidianas nº 307, 21 de março
de 2007.
Antonio Ozaí da Silva
Eleições,
Tocqueville e a “tirania da maioria”
Pensando bem, talvez cheguemos à conclusão de que a “tirania”
é mesmo da minoria e que a maioria vive a ilusão de que o seu ungido nas
urnas realmente representa os seus interesses materiais.
Leituras cotidianas nº 306, 8 de março
de 2007.
Edivan Pinto, Marluce Melo e
Maria Luisa Mendonça
O
mito dos biocombustíveis
O papel do Brasil – na substituição dos combustíveis fósseis –
seria fornecer energia barata para países ricos, representando uma nova fase
da colonização.
Leituras cotidianas nº 305, 6 de março
de 2007.
Wilton Rodrigues Machado
Pedagogia
libertária: Projeto e utopia educacional na sociedade capitalista
Educar, na perspectiva libertária, é, acima de tudo, a
preparação do homem para a liberdade, para a criatividade e para a
solidariedade. Educar é contribuir para formar caracteres retos, despertar o
amor pela humanidade e converter o homem em amigo do homem, responsável por
si e pelo grupo. Assim, o objetivo primordial da educação anarquista é formar
homens livres e conscientes que lutem pela liberdade de todos; e, como a
liberdade só adquire sentido quando expressão da coletividade, um indivíduo
só pode ser livre quando todos aqueles que compõem o coletivo social também o
forem.
Leituras cotidianas nº 304, 1º de março
de 2007.
Mário Maestri
O
fim da Era Saddam
A proposta de Bush de salvar a política conservadora com
radicalização da guerra do Iraque e com um cada vez mais provável ataque ao
Irã, contra a vontade expressa da população estadunidense, periga diminuir
ainda mais o escasso apoio que os anglo-estadunidenses mantêm no Iraque e
estender a guerra ao mais perigoso fronte de batalha, onde o imperialismo
perdeu os últimos confrontos do Vietnã – o interior dos Estados Unidos.
Leituras cotidianas nº 303, 23 de
fevereiro de 2007.
Flávio Aguiar
Perdemos
a guerra?
O Ártico vem perdendo 2,7% do gelo marinho a cada década.
Poderá perder totalmente o manto branco no final do século. Diante da
contagem regressiva, as companhias petrolíferas entraram em prontidão. Não
uma prontidão cívica-ambiental. O degelo abre novas rotas de acesso ao Ártico
e viabiliza o trânsito de petroleiros e equipamentos pesados no cocuruto do
globo onde os especialistas acreditam existir 25% das reservas mundiais de
petróleo cru. A única possibilidade de salvar o gelo do Ártico é renunciar à
queima de combustíveis fósseis neste século. Mas o capital prefere
transformar a tragédia em nova rota de lucros.
Leituras cotidianas nº 302, 23 de
fevereiro de 2007.
Michael Löwy
Ecologia
e socialismo
A proposta do Protocolo de Kyoto é absolutamente insuficiente
para conter o aquecimento global e transforma o direito de poluir em
mercadoria.
Leituras cotidianas nº 301, 21 de fevereiro
de 2007.
Ana Maria Nicolaci
Sociabilidade
virtual: Separando o joio do trigo
Desde a difusão da Internet, em meados da década de 1990, a sociabilidade
virtual vem gerando muita discussão. Em contraste com os contatos entre
conhecidos possibilitados pela telefonia fixa, os ambientes coletivos de
interação da Internet fizeram emergir os contatos travados e mantidos
exclusivamente on-line. Naqueles
primeiros tempos, esses relacionamentos virtuais foram duramente criticados.
Nos dias atuais, vemos que os relacionamentos mediados pelas novas redes de
telecomunicação (Internet e telefonia celular) continuam gerando reações
negativas radicais. O objetivo do presente artigo é mostrar o quanto essas
reações são infundadas e, deste modo, combater sua difusão.
Leituras cotidianas nº 300, 16 de
fevereiro de 2007.
Marcelo Medeiros
Febre
alta
A conclusão do Painel Intergovernamental sobre Mudanças
Climáticas das Nações Unidas foi simples: se nada for feito, as conseqüências
para a humanidade, “muito provavelmente” a principal responsável por tudo
isso, podem ser catastróficas. Como afirma a ONG ambientalista Greenpeace, “o
planeta está com febre, cada vez mais alta”.
Leituras cotidianas nº 299, 16 de
fevereiro de 2007.
João Suassuna
Transposição
do rio São Francisco: faltou chinelo
Projeto encampado pelo governo federal não prevê uso racional
dos recursos hídricos já existentes na região. Populações mais necessitadas
do nordeste setentrional correm o risco de não ver a água do Velho Chico.
Leituras cotidianas nº 298, 12 de
fevereiro de 2007.
Lucigleide Nascimento
Teleconexões,
mudanças climáticas e a bacia hidrográfica
do rio São Francisco
Eventos climáticos não ocorrem de maneira isolada. Um exemplo
desse fato é que a intensidade de chuva que cai sobre o nordeste e o sudeste
do Brasil, áreas geográficas onde a bacia hidrográfica do rio São Francisco
está inserida, pode, em parte, ser explicada pela temperatura da superfície
das águas do Oceano Pacífico, como revelam estudos científicos. Essas
ligações, ou seja, teleconexões, como o El Niño, modificam o clima local,
regional e global, e, conseqüentemente, o ciclo das águas.
Leituras cotidianas nº 297, 5 de
fevereiro de 2007.
João Fábio Bertonha
Cidadania,
nacionalidade e identidade num mundo de migração internacional
Num mundo contemporâneo marcado por crescentes migrações
internacionais e por uma transnacionalidade que permite às pessoas mudarem de
um país para o outro sem necessariamente aderir a uma nova cultura e
realidade, os Estados e as sociedades se questionam sobre os efeitos desses
movimentos para a coesão social e para o próprio conceito de cidadania e de
pertencimento a uma dada sociedade.
Leituras cotidianas nº 296, 22 de
janeiro de 2007.
Eduardo Galeano
O
império do consumo
Os donos do mundo usam o mundo como se fosse descartável: uma
mercadoria de vida efêmera, que se esgota assim como se esgotam, pouco depois
de nascer, as imagens disparadas pela metralhadora da televisão e as modas e
os ídolos que a publicidade lança, sem pausa, no mercado. Mas, para qual
outro mundo vamos nos mudar? Estamos todos obrigados a acreditar na
historinha de que Deus vendeu o planeta para umas poucas empresas porque,
estando de mau humor, decidiu privatizar o universo? A sociedade de consumo é
uma armadilha para pegar bobos.
Leituras cotidianas nº 295, 12 de
janeiro de 2007.
Noam Chomsky
Perspectivas
históricas sobre o desenvolvimento da América Latina
É a primeira vez, desde as conquistas espanholas, 500 anos
atrás, que tem havido movimentos reais em direção à integração na América do
Sul. Os países permaneceram muito separados uns dos outros. E integração está
vindo a ser um pré-requisito para a independência autêntica.
Leituras cotidianas nº 294, 3 de
janeiro de 2007.
Frei Betto
Os
movimentos sociais na luta contra a pobreza
Façamos da sociedade civil uma ampla rede de movimentos
sociais, e transformemos a pobreza, um problema social, numa questão
política. Só assim haveremos de aprimorar o nosso processo democrático e
erradicar a miséria e a fome.
Leituras cotidianas nº 293, 29 de
dezembro de 2006.
Maria Luisa Mendonça
A
intervenção militar dos Estados Unidos
na América Latina e as lutas populares
A intervenção militar dos Estados Unidos, em suas diversas
formas, é um dos mecanismos do imperialismo, que tem como objetivos a
apropriação de recursos estratégicos, o controle territorial, a exploração da
força de trabalho, a expansão do modelo econômico neoliberal.
Leituras cotidianas nº 292, 12 de
dezembro de 2006.
Carlos Batista Prado
Che
Guevara:
A consciência do homem no centro da transformação da sociedade
Sem o “homem novo”, uma nova sociedade não pode surgir. Novas
idéias e valores são fundamentais para a construção de uma nova sociedade,
que somente dessa forma pode avançar no processo de emancipação do homem, e
romper definitivamente as correntes da alienação.
Leituras cotidianas nº 291, 29 de
novembro de 2006.
Otacílio Gomes da Silva Neto
Rousseau
e a relação entre liberdade e propriedade
Em meio às declarações e ações provocativas de sem-terra e
ruralistas, o governo reage apelando para a ordem e a consolidação do Estado
de Direito. Nada melhor do que, nesses momentos de constantes crises
agrárias, resgatarmos por intermédio da filosofia política de Rousseau as
tensões e as saídas para a questão da terra e da propriedade.
Leituras cotidianas nº 290, 15 de
novembro de 2006.
Jairo de Carvalho
Sobre
raças humanas
Embora cientificamente inadequado, já que o conceito não
corresponde a nada que exista na Natureza, a idéia de raça sobrevive como
construção ideológica e cultural.
Leituras cotidianas nº 289, 6 de
novembro de 2006.
Henrique Rattner
O
“negócio” de doar
Projetos sociais e filantrópicos não podem ser avaliados pelos
lucros, mas pelo bem-estar individual e coletivo; ou seja, pela inclusão
social efetiva que produzem. Seus princípios e práticas estão baseados na
participação e autogestão, diametralmente opostos à gestão autocrática das
empresas privadas.
Leituras cotidianas nº 288, 31 de
outubro de 2006.
Antônio Inácio Andrioli
As
Ciências Humanas e a Universidade
Cabe à Universidade estar atenta ao fenômeno da exigência do
profissional com domínio de competências múltiplas, não se tratando
simplesmente de uma exigência do mercado capitalista, mas de um direito do
ser humano como sujeito integral e não-fragmentado diante do conhecimento.
Leituras cotidianas nº 287, 26 de
outubro de 2006.
Antônio Inácio Andrioli
135
anos da Comuna de Paris:
Do “assalto ao céu” à revolução pela humanidade
A dimensão que a luta socialista internacional adquiriu, após
a Comuna de Paris, demonstra que o extermínio da organização dos
trabalhadores tornou-se o grande problema de todos os governos capitalistas.
Mas, como dizia Marx, “para exterminá-la teriam que acabar com a dominação do
capital sobre o trabalho, que é a base da existência parasitária da
burguesia”.
Leituras cotidianas nº 286, 20 de
outubro de 2006.
Fabiana Vezzali
Internacionalizar
pra quê? A Amazônia já está sendo vendida!
Declaração infeliz de ministro do Reino Unido traz à tona
debate sobre ocupação estrangeira no território. Ambientalistas destacam que
pouca fiscalização e caótica situação fundiária são obstáculos para a
preservação da floresta.
Leituras cotidianas nº 285, 17 de
outubro de 2006.
Mário Maestri
Os
Sete Povos Missioneiros:
Das fazendas coletivas ao latifúndio pastoril rio-grandense
Com os anos, à expropriação das terras, seguiu-se a própria
expropriação da memória. Os missioneiros, agora peões pobres, sequer
recordavam-se dos tempos gloriosos em que senhoreavam solidários as imensas e
frutíferas fazendas comunitárias dos Sete Povos Missioneiros.
Leituras cotidianas nº 284, 10 de
outubro de 2006.
Antônio Inácio Andrioli
O
retorno do Terminator
Com exceção das multinacionais e dos grandes proprietários
rurais, para a maioria da população o cultivo dos organismos transgênicos
atualmente disponíveis é desvantajoso, especialmente em longo prazo, quando o
monopólio sobre a alimentação tende a aumentar.
Leituras cotidianas nº 283, 6 de
outubro de 2006.
Antônio Inácio Andrioli
Utopia
e realidade
A caracterização de utopia como mera ilusão e de utópicos como
sujeitos distantes da realidade, sonhadores e alucinados, reforça uma
tendência explícita da ideologia dominante na sociedade de naturalizar a
realidade existente como a única possível e deslegitimar processos sociais
com potencial de transformação.
Leituras cotidianas nº 282, 27 de
setembro de 2006.
Paulo Denisar Fraga
Os
sonhos confiados à esperança: pensar John Lennon 25 anos depois
Lennon foi um gigante no terreno da revolução dos costumes no
século XX, e uma destacada figura da luta contra a guerra. Foi um
ridicularizador de variadas formas de rebaixamento da expressão e da
liberdade humanas. Foi um ser autêntico que se posicionou e falou o que
pensava, independente de agradar ou não o que ele dizia. Foi, enfim, um
desses espíritos inquietos extraordinários – que só de quando em vez a
humanidade é capaz de produzir –, cuja existência contestadora ajuda a
entender coisas tão simples do cotidiano, como a de por que, em geral,
parecem tão sem cor e sem gosto as figuras do conservadorismo moral e/ou
político.
Leituras cotidianas nº 281, 27 de
setembro de 2006.
Mário Maestri
RS:
Capatazes, peões e latifúndios
A gênese da propriedade fundiária e as condições gerais de
existência dos trabalhadores pastoris do passado e do presente constrangem
certamente as apresentações historiográficas laudatórias sobre o gaúcho e a
fazenda rio-grandense.
Leituras cotidianas nº 280, 16 de
setembro de 2006.
Edison Bariani
Indivíduo,
sociedade e genialidade: Norbert Elias e o caso Mozart
Como lidar com a incômoda figura do indivíduo que – possuidor
de características especiais, talento e peculiaridade – ameaça transpor as
barreiras que limitam a ação do homem singular numa sociedade?
Leituras cotidianas nº 279, 14 de
setembro de 2006.
Leonardo Sakamoto
Uma
terra cultivada a sangue
Os candidatos à presidência não têm dado a devida importância
à situação dos trabalhadores rurais em suas campanhas. Conluio com o grande
capital, ignorância ou tática de eleição, o fato é que o latifúndio traz
divisas e tem poder. E a população pobre do campo, não.
Leituras cotidianas nº 278, 13 de
setembro de 2006.
Mário Maestri
O
Oriente Médio após a Guerra do Líbano
A derrota do militarismo abre, fragilmente, uma oportunidade
histórica a Israel. No Oriente Médio, todas as grandes forças reconhecem seu
direito de subsistir, nas fronteiras reconhecidas pela comunidade
internacional. Ainda que o programa de nação unitária e laica, reunindo todos
os povos da Palestina, seja nesse momento de materialização quase impossível,
o rompimento com o expansionismo sionista e o imperialismo
anglo-estadunidense permitiria a paz jamais sonhada pelos israelenses,
impulsionando a democratização dos Estados árabes conservadores.
Leituras cotidianas nº 277, 11 de
setembro de 2006.
Ricardo Spindola Mariz
Educar
para e no pensar – Uma reflexão sobre a sala de aula
O pensar criador é como “flertar com o abismo”: somente lá
existe uma brisa que nos deixa extasiados e encantados com o mistério que é a
vida; e, por isto, o pensar criador se percebe fundamental para as
transformações e pequeno diante das possibilidades de recolher para si a
plenitude da vida. É um pensar que deseja o que reconhece que nunca
encontrará, pois o encontro tão desejado também significa o seu próprio fim:
cabeça feita é cabeça fechada.
Leituras cotidianas nº 276, 8 de
setembro de 2006.
Widson Porto Reis
Mensagens
subliminares
Cuidado! Sua mente está sendo sorrateiramente controlada pelas
agências de publicidade. Ou não?
Leituras cotidianas nº 275, 5 de
setembro de 2006.
Marcelo Medeiros
Ricos,
mas sem água
Além do que uma pessoa gasta bebendo, tomando banho,
cozinhando, dando a descarga, limpando carros etc., computa-se também o
consumo de roupas, bebidas industrializadas, carne, cereais e máquinas em geral. Uma camisa de
algodão, por exemplo, demanda 4.100 litros de água para ser fabricada.
Nessa quantidade estão incluídos os gastos com irrigação, produção e
colorização. Segundo a mesma conta, 250ml de cerveja equivalem a 75 litros de água. Da
mesma forma, ao ingerir um hambúrguer de 150 gramas, a pessoa
está “consumindo” outros 2.400
litros de água.
Leituras cotidianas nº 274, 24 de
agosto de 2006.
Miguel Urbano Rodrigues
Fidel,
um Aquiles comunista
Para compreendermos a exceção Fidel, os tratados de ciência
política são insuficientes. Identifico, nele, uma síntese de heróis
mitológicos e de heróis modernos que o inspiraram num batalhar que já se
tornou História.
Leituras cotidianas nº 273, 21 de
agosto de 2006.
Maurício Reimberg
Pesquisa
eleitoral: O que é isso, exatamente?
Os institutos de pesquisa acabam atuando, em períodos
eleitorais, como verdadeiros termômetros da vontade popular. Como são feitas
as amostragens? Qual a confiabilidade desses números? Por que uma
investigação feita com duas mil pessoas pode revelar o ânimo de cem milhões
de eleitores? Esta reportagem especial tenta responder a essas perguntas.
Leituras cotidianas nº 272, 19 de
agosto de 2006.
CeCAC – Centro Cultural Antonio
Carlos Carvalho
Petrobras:
Quem ganha e quem perde com a “auto-suficiência” e as exportações
Em função de toda história envolvida na construção da Petrobras,
da intensa luta pelo monopólio estatal na década de 1950, por sua importância
na vida do povo brasileiro e por toda ilusão que a mídia e os sucessivos
governos vêm fazendo com relação a estas questões, é preciso afirmar que
fundamentalmente não é o povo brasileiro que vem se beneficiando com a
“auto-suficiência” e exportações da Petrobras. Quem ganha?
Leituras cotidianas nº 271, 17 de
agosto de 2006.
Fabiana Vezzali
Agricultura
familiar gera empregos, mas recebe pouco recurso
No Brasil dos latifúndios, a robusta produção da agricultura
familiar disputa com o agronegócio exportador a atenção do poder público e o
reconhecimento de sua participação no desenvolvimento do país.
Leituras cotidianas nº 270, 17 de
agosto de 2006.
Mário Maestri
Espanha,
1936-2006: A batalha da memória
A batalha pela memória não é luta historiográfica revanchista,
despida de sentido social, que retoma confrontos já superados, que devem ser
esquecidas, para a pacificação e convivência contemporânea. Ao contrário, é
embate dado pelo presente, que retoma os valores dos combatentes pretéritos,
sobretudo para que a obra dos algozes dos direitos dos povos não seja
legitimada, facilitando e reforçando assim a incessante ação de seus
herdeiros e sucessores nos dias atuais.
Leituras cotidianas nº 269, 17 de
agosto de 2006.
Gilberto Maringoni
Globalização
e ecologia nas palavras de Fidel
Trecho de Fidel,
biografia a duas vozes, lançamento da Boitempo Editorial, mostra
sofisticação daquele que é desqualificado como “ditador” por certa imprensa. Detalhando
sua visão sobre o capitalismo contemporâneo, líder cubano mostra por que é o
grande estadista da segunda metade do século XX.
Leituras cotidianas nº 268, 9 de agosto
de 2006.
Fabiana Vezzali
Latifúndio
e expansão do agronegócio acirram conflitos no campo
Trinta e oito pessoas assassinadas e mais de 4.500 libertados
do trabalho escravo engrossaram os números da violência no campo em 2005.
Trabalhadores rurais, comunidades tradicionais e indígenas são os principais
alvos.
Leituras cotidianas nº 267, 8 de agosto
de 2006.
Beatriz Camargo
Monocultura
da soja é incompatível com o uso sustentável da floresta
Idealizador do Projeto Saúde e Alegria, o médico Eugênio
Scannavino aponta os prejuízos que a lavoura da soja tem causado aos
moradores de comunidades tradicionais da Amazônia e defende a interrupção
imediata do cultivo na região.
Leituras cotidianas nº 266, 7 de agosto
de 2006.
Maria Orlanda Pinassi
O
capital comete o crime. A ocasião faz o bandido
A superlotação dos presídios é a realidade a ser agravada no
mundo regido pelo capital que, em escala crescente, precisa, para cada
operação, de uma mão-de-obra não somente desqualificada, mas totalmente
destroçada e descartável – no sentido mais radical que se possa dar ao termo.
Leituras cotidianas nº 265, 3 de agosto
de 2006.
Brasil de Fato
Perspectivas
da guerra no Oriente Médio
Em entrevista ao Brasil
de Fato, especialistas sobre o Oriente Médio analisam o atual conflito e
manifestam receio de que a ofensiva militar de Israel sobre o Líbano arraste
também a Síria e o Irã para o campo de batalha.
Leituras cotidianas nº 264, 31 de julho
de 2006.
Fabiana Vezzali
Desmatamento
e poluição seguem o rastro do agronegócio
Degradação ambiental e concentração fundiária acompanham o
avanço da agricultura empresarial no país. Prejuízos causados ao Pantanal,
Cerrado e Amazônia são a face mais conhecida dos danos que também atingem
camponeses e populações tradicionais.
Leituras cotidianas nº 263, 31 de julho
de 2006.
Fabiana Vezzali
Regras
protegem a grande propriedade e retardam reforma agrária
Movimentos sociais reivindicam mudanças na Constituição na
tentativa de acelerar a democratização do acesso à terra. Justiça também
dificulta a execução da política de reforma agrária, que tem alterado pouco a
estrutura fundiária do país.
Leituras cotidianas nº 262, 26 de julho
de 2006.
Horacio Martins de Carvalho
Reforma
e contra-reforma agrária no Brasil
A superação do modelo econômico no campo, modelo este que nos
é imposto pelo agronegócio burguês como expressão dos interesses das grandes
empresas transnacionais e do imperialismo estadunidense, é uma necessidade
que está diretamente relacionada com a reforma agrária.
Leituras cotidianas nº 261, 17 de julho
de 2006.
Lucigleide Nascimento
Comércio
virtual de água e de degradação ambiental
O preço dos produtos exportados não inclui a depreciação e
alternativas para a recuperação dos mananciais e de ambientes locais. O
comércio pode significar preços não-calculados da destruição ambiental.
Países podem estar trocando destruição das reservas de águas subterrâneas,
poluição dos rios, erosão dos solos e outras externalidades.
Leituras cotidianas nº 260, 12 de julho
de 2006.
Fabiana Vezzali
Concentração
de terra na mão de poucos custa caro ao Brasil
Os discursos que utilizam os bons números da produção agrícola
nacional em favor apenas do agronegócio e difundem a imagem de latifúndios
modernos e lucrativos tentam esconder o altíssimo grau de concentração
fundiária em nosso país. Também tentam omitir que a existência do latifúndio
não permite a redução das desigualdades sociais porque expulsa o homem do
campo e mantém a concentração de oportunidades de geração de renda nas mãos
de poucos.
Leituras cotidianas nº 259, 11 de julho
de 2006.
Rubem Alves
O
sexto sentido
O pensamento é um sentido mágico porque ele tem o poder de
chamar à existência coisas que não existem e de tratar e as coisas que
existem como se não existissem. E é dele que surge a grandeza dos seres
humanos. O pensamento nos dá asas, ele nos transforma em pássaros!
Leituras cotidianas nº 258, 10 de julho
de 2006.
Henrique Rattner
O
resgate da utopia
Utopia não é somente um sonho, mas também um protesto.
Leituras cotidianas nº 257, 22 de junho
de 2006.
Fórum de Entidades Nacionais de
Direitos Humanos
A
luta pelos direitos humanos é essencial à construção da democracia
No Brasil, o Judiciário foi construído e se mantém sob a
lógica da proteção da classe dominante e de seu patrimônio. Ricos, abastados
e poderosos são protegidos. A classe média se beneficia das migalhas dessa
lógica, especialmente quando é branca. Pobres, negros, negras, são tratados
de forma discriminada, racista e excludente. Seus processos são julgados com
rapidez, condenados sem dúvida e jogados em calabouços. O
racismo, a homofobia e o espírito de classe imperam no Judiciário, mas se
teima em dizer que no Brasil não há racismo (é só uma coincidência
estatística que negros e negras pobres sejam a quase totalidade dos
encarcerados).
Leituras cotidianas nº 256, 21 de junho
de 2006.
Pausa
para a Filosofia
O
latifúndio dos eucaliptos
Na cartilha “O latifúndio dos eucaliptos”, a Via Campesina
procura trazer um conjunto de informações para aprofundar o debate e o estudo
sobre os chamados “desertos verdes”, provocado e iniciado com o conjunto da
população em 8 março de 2006. Nesta página, “Pausa para a Filosofia”
coloca à disposição dos internautas três arquivos sobre o tema: dois em
formato “mp3” (do MST) e um em formato “pdf” (a cartilha da Via Campesina).
Leituras cotidianas nº 255, 18 de junho
de 2006.
CONIC – Conselho Nacional de
Igrejas Cristãs do Brasil
Os
pobres possuirão a terra
A questão da terra não afeta somente o campo, mas é uma
questão nacional e planetária. A acelerada e violenta agressão ao meio
ambiente e aos povos da terra revela a crise de um modelo de desenvolvimento
alicerçado no mito do progresso que se resume nos resultados econômicos e
esquece as pessoas, sobretudo as mais pobres, e todas as demais formas de
vida.
Leituras cotidianas nº 254, 2 de junho
de 2006.
Mário Maestri
Por
que Bush quer atacar o Irã
No contexto da inevitável retirada anglo-estadunidense do
Iraque, a emergência de um Irã enriquecido pelo petróleo, imune à chantagem
militar imperialista, devido ao domínio da arma atômica, com influência sobre
a população xiita iraquiana, desorganizaria o controle das reservas
petrolíferas da região e fortaleceria a luta pela nacionalização dos recursos
naturais através do mundo.
Leituras cotidianas nº 253, 31 de maio
de 2006.
Horacio Martins de Carvalho
A
celulose da morte
A ação das mulheres camponesas contra a celulose da morte não
portava o estandarte dos trabalhadores rurais ingleses destruidores de
granjas e de moinhos que afirmava “Pão ou sangue”. A ação das mulheres
camponesas neste nosso tempo declara que a Natureza não é um negócio e que a
vida não é uma mercadoria.
Leituras cotidianas nº 252, 30 de maio
de 2006.
Marco Aurélio Weissheimer
Violência
e desigualdade social: O tamanho do problema
Em dois anos, meio milhão de brasileiros deverão estar atrás
das grades. Mantendo-se a tendência atual, seria preciso construir um novo
presídio a cada 15 dias. Ao mesmo tempo, o Brasil possui a segunda maior
frota de helicópteros particulares do mundo. Aonde isso vai dar?
Leituras cotidianas nº 251, 30 de maio
de 2006.
Maurício Hashizume
Crime
não é privilégio dos pobres, diz ex-secretário
Alheio à repetição incessante de discursos fáceis,
especialista em
Segurança Pública aborda questões de fundo como a
desarticulação do Estado, o câncer da corrupção e o risco de agravamento
ainda maior da violência.
Leituras cotidianas nº 250, 30 de maio
de 2006.
Herman E. Daly
Sustentabilidade
em um mundo lotado
A exploração de recursos naturais é tão intensa que não
podemos mais fingir que vivemos em um ecossistema ilimitado. Desenvolver uma
economia sustentável em uma biosfera finita exige novas maneiras de pensar.
Leituras cotidianas nº 249, 19 de maio
de 2006.
Adriano Benayon
Energia
a serviço de quem?
Se brasileiros não controlarem a produção e o comércio da
biomassa, esta se somará a outros setores do agronegócio e à extração mineral
como mais um a desperdiçar recursos naturais sem proveito para o capital
nacional nem para o trabalho.
Leituras cotidianas nº 248, 19 de maio
de 2006.
Manifesto em apoio ao povo
boliviano
A
Bolívia tem direito à soberania sobre suas riquezas
Que o Brasil, e os outros países da região, compreendam o
significado emancipador do gesto do governo Morales! Que aproveitem a ocasião
para aprofundar seus laços de integração, construindo com firmeza uma
integração solidária do Cone Sul, criando e ampliando gradualmente a
integração energética do continente, e levando adiante, com firmeza e
coragem, a construção solidária de uma comunidade sul-americana baseada no
respeito à diversidade cultural, na cooperação e na solidariedade.
Leituras cotidianas nº 247, 18 de maio
de 2006.
Eduardo Galeano
A
história de um país que quer existir
A tragédia se repete, girando como um peão: há cinco séculos,
a fabulosa riqueza da Bolívia amaldiçoa os bolivianos, que são os pobres mais
pobres da América do Sul. “A Bolívia não existe”: não existe para seus
filhos.
Leituras cotidianas nº 246, 16 de maio
de 2006.
Fernanda Colavitti
“O
Código da Vinci”: É tudo ficção
A trama de “O Código da Vinci” é boa, mas não se iluda: ali,
quase nada é história com H maiúsculo.
Leituras cotidianas nº 245, 10 de maio
de 2006.
Gilberto Maringoni
“Populista”:
Um novo xingamento
A direita inventou uma forma de desqualificar quem se opõe a
ela: “populista”. Nos dias que correm, é pior do que ofender a mãe. Mas,
afinal, o que é mesmo “populismo”?
Leituras cotidianas nº 244, 9 de maio
de 2006.
Ivana Jinkings
Avanço
da esquerda na AL pode barrar semicolonialismo dos EUA
István Mészáros é um marxista obstinado. Para ele, passar da
defensiva à ofensiva é uma exigência do tempo em que vivemos, pois a única
alternativa à barbárie é o socialismo. Autor do clássico “Para além do
capital”, esse pensador criativo se impõe com uma obra que não faz
concessões, não recusa a polêmica – como reza a boa tradição de sua estirpe.
É respeitado mundo afora como exemplo de radicalidade – seus escritos
ultrapassam, ano a ano, os muros da academia e dão mostras de espantosa vitalidade
–, e sua história de vida fala por si.
Leituras cotidianas nº 243, 5 de maio
de 2006.
MST
MST:
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
Hoje, completando 21 anos de existência, o MST entende que seu
papel como movimento social é continuar organizando os pobres do campo,
conscientizando-os de seus direitos e mobilizando-os para que lutem por
mudanças. Nos 23 estados em que o Movimento atua, a luta não é só pela
reforma agrária, mas pela construção de um projeto popular para o Brasil,
baseado na justiça social e na dignidade humana.
Leituras cotidianas nº 242, 5 de maio
de 2006.
Rede Social de Justiça e Direitos
Humanos
As
políticas da Via Campesina
Em uma democracia, é indispensável uma participação ativa dos
movimentos camponeses no processo de definição de políticas agrícolas e
alimentares. A transparência da informação, a liberdade de expressão e o
direito de se organizar são as condições indispensáveis dessa participação.
Leituras cotidianas nº 241, 5 de maio
de 2006.
Via Campesina
Manifesto
das Américas
em defesa da Natureza e da diversidade biológica e cultural
O manifesto denuncia que o sistema econômico vigente explora
de forma ilimitada os recursos naturais e o ambiente em nome do crescimento
econômico. Apesar de incentivar o consumo e o bem-estar social de uma parcela
da população, exclui de condições mínimas de sobrevivência a maior parte da
humanidade.
Leituras cotidianas nº 240, 28 de abril
de 2006.
Marco Aurélio Weissheimer
Criminalização
de movimentos sociais avança na mídia
Processo é mais agudo no RS e se intensificou após ação na
Aracruz. A RBS lançou uma cruzada midiática, apresentando o MST e a Via
Campesina como uma espécie de braço da Al-Qaeda no campo brasileiro. Jornal
do grupo cobra do governo gaúcho a suspensão de repasses para entidades
ligadas ao movimento.
Leituras cotidianas nº 239, 27 de abril
de 2006.
Valéria Nader
Carlos
Lessa: “Não existe projeto de desenvolvimento no governo Lula.”
Não existe democracia direta num país de 180 milhões de
pessoas. Não há nenhum outro mecanismo que não a representação por meio do
sufrágio universal. Se a sociedade cair na armadilha de considerar que a
política é contaminada e contaminante, prestará serviço para a elite
dominante, que quer manter o status quo.
Leituras cotidianas nº 238, 25 de abril
de 2006.
José Provetti Junior
Reflexões
sobre o conceito de mente
Em sua maioria, as definições sobre o conceito de mente, nas
línguas vernáculas, se limitam a descrever os efeitos ou qualidades disso que
denominamos mente, e não o que em si é a mente.
Leituras cotidianas nº 237, 24 de abril
de 2006.
Luiz Alberto Moniz Bandeira
Paraguai-EUA:
Irresponsabilidade e aventureirismo
Permitir o ingresso, no Paraguai, de 400 soldados
estadunidenses com imunidades, e ameaçar um acordo de livre comércio com os
EUA demonstram a irresponsabilidade do governo de Nicanor Duarte Frutos e o
aventureirismo da administração de George W. Bush, ao inflamar o
antiamericanismo e as tensões entre os países da América do Sul.
Leituras cotidianas nº 236, 20 de abril
de 2006.
Luiz Alberto Moniz Bandeira
Os
Estados Unidos e a arte da tortura
No relatório de 2005, a Anistia Internacional comentou que as
flagrantes violações dos direitos humanos e das leis humanitárias, “na guerra
contra o terror”, tornam uma zombaria a pretensão de George W. Bush de
apresentar os EUA como campeões globais dos direitos humanos.
Leituras cotidianas nº 235, 19 de abril
de 2006.
Antônio Inácio Andrioli
O
Roundup, o câncer e o crime do “colarinho verde”
Em contraposição aos interesses das multinacionais e seus
mercenários teóricos de plantão, resta a resistência conjunta de agricultores
e consumidores, ambos atingidos pelos efeitos nefastos do Roundup, em defesa
de um meio ambiente saudável e uma melhor qualidade de vida para todos.
Leituras cotidianas nº 234, 18 de abril
de 2006.
Lejeune Mato Grosso Xavier de
Carvalho
A
questão do terrorismo e suas raízes históricas
As causas e as raízes do chamado “terrorismo” se encontram na
forma como os povos dos países explorados e ocupados militarmente pelas
potências centrais são agredidos.
Leituras cotidianas nº 233, 27 de março
de 2006.
Hilaine Yaccoub
Comunidades
negras desaparecem com ação da Aracruz no ES
As comunidades negras rurais e remanescentes de quilombos do
norte do Espírito Santo vêm sofrendo com o impacto causado pela monocultura
do eucalipto desde que, há cerca de 40 anos, a Aracruz Celulose se estabeleceu
na região.
Leituras cotidianas nº 232, 23 de março
de 2006.
Mário Maestri
Guantánamo:
A honra ofendida da humanidade
O campo de prisioneiros de Guantánamo não constitui inábil
iniciativa da administração Bush, excrescência conservadora possível de ser
desmontada e superada devido ao seu caráter negativo na campanha mundial
contra o “terror”. Sua fundação, em janeiro de 2002, constituiu pensada
iniciativa com função precisa no âmbito do ambicioso movimento que visa à
submissão de princípios, práticas e instituições, nacionais e internacionais.
Leituras cotidianas nº 231, 16 de março
de 2006.
Enciclopédia Barsa
Velhice
Em muitas culturas e civilizações, a velhice é vista com
respeito e veneração: representa a experiência, o valioso saber acumulado ao
longo dos anos, a prudência e a reflexão. A sociedade urbana moderna
transformou essa condição, pois a atividade e o ritmo acelerado da vida
marginalizam aqueles que não os acompanham.
Leituras cotidianas nº 230, 16 de março
de 2006.
Enciclopédia Barsa
Propaganda
Técnica de persuasão usada em todos tempos, a propaganda
atingiu alto grau de sofisticação na sociedade de massas do século XX e
tornou-se uma arma poderosa nas mãos de governos e grupos de interesse.
Leituras cotidianas nº 229, 16 de março
de 2006.
Enciclopédia Barsa
Ideologia
Os pensadores da antiguidade clássica e da Idade Média
entendiam ideologia como o conjunto de idéias e opiniões de uma sociedade.
Maquiavel, no entanto, já dizia que as idéias são diferentes “no palácio e na
praça”, conforme as diferentes condições de vida dos que as defendem.
Leituras cotidianas nº 228, 15 de março
de 2006.
Antônio Inácio Andrioli
60
anos após a 2ª Guerra Mundial: Quem libertou quem do quê?
Dar-se por satisfeito com conquistas políticas formais no
interior do capitalismo é subestimar os interesses e a lógica que o fundam,
negando a aprendizagem histórica de que terrorismo e imperialismo estão
intimamente imbricados, mesmo quando aparecem disfarçados com o discurso da
liberdade e da democracia.
Leituras cotidianas nº 227, 13 de março
de 2006.
Antonio Ozaí da Silva
Para
não dizer que não falei das flores...
As flores murcharam e/ou foram pisoteadas pelos que hoje
perambulam pelos corredores das instituições do Estado; mas nem tudo foi
perdido. A democracia é como uma planta frágil que precisa ser cuidada. E, a
despeito de tudo, precisamos continuar acreditando que o que plantamos pode
resultar numa primavera mais bela. Esta, com certeza, virá!
Leituras cotidianas nº 226, 13 de março
de 2006.
Antônio Inácio Andrioli
Um
capitalismo mais humano?
Para tornar os capitalistas mais “humanos” é necessário
desapropriá-los do mecanismo que os torna desumanos: a propriedade privada do
capital acumulado pelo trabalho humano de outros.
Leituras cotidianas nº 225, 6 de março
de 2006.
Mário Maestri e
Marconi de Matos
Há
algo de muito podre no reino da Dinamarca
Sem arredar pé da defesa do laicismo e dos direitos políticos,
sociais e econômicos inalienáveis de todos os homens e mulheres, a esquerda
acaba de mobilizar-se nas ruas da Dinamarca, junto com imigrantes e
descendentes de imigrantes, islâmicos e não-islâmicos, para defender a
solidariedade e a fraternidade entre os homens e lutar contra o caráter
obscurantista e antidemocrático das manobras racistas e xenófobas
empreendidas, na Dinamarca e no mundo, em operações semelhantes ou não à
promovida com a publicação das 12 caricaturas de Maomé.
Leituras cotidianas nº 224, 23 de
fevereiro de 2006.
Enciclopédia Barsa
Conservadorismo
Conservadorismo
é a tendência política que se caracteriza pela deliberação de manter
inalterada a ordem econômica, social e política vigente. Inclina-se a
cristalizar as tradições e instituições que se afirmaram pela experiência e a
só aceitar mudanças superficiais, graduais e pouco freqüentes. Assim, não
constitui propriamente uma proposta política, mas sim uma reação às
transformações e revoluções.
Leituras cotidianas nº 223, 20 de
fevereiro de 2006.
Andréa Trevas Maciel Guerra
Do
holocausto nazista à nova eugenia no século XXI
A eugenia não desapareceu, mas se refugiou em muitos casos sob
o rótulo “genética humana”. O laboratório de Cold Spring Harbor é dirigido
hoje por um dos descobridores da estrutura de dupla hélice do DNA, o geneticista James Watson, que
vem propagando idéias claramente eugênicas. Avanços científicos vêm sendo
direcionados à identificação de “indesejáveis”, como a utilização de exames que
detectam doenças genéticas por companhias de seguro e planos de saúde e o uso
de bancos de DNA no controle de
imigração.
Leituras cotidianas nº 222, 15 de
fevereiro de 2006.
Mário Maestri
Por
que o Hamas venceu?
As eleições de 25 de janeiro e a desocupação da faixa de Gaza
foram combates vencidos pelos palestinos em uma guerra talvez ainda
dolorosamente longe da conclusão. Vitórias parciais que se materializam, mais
e mais, na Palestina, no Iraque, no Afeganistão, na Venezuela, na Bolívia
etc., diante dos olhos atônitos dos poderosos, que haviam anunciado
exultantes o fim da construção da história pelos povos.
Leituras cotidianas nº 221, 9 de
fevereiro de 2006.
Leonardo Sakamoto
Vive la France!?
É fácil se orgulhar de uma economia crescente e de um Estado
de Bem-estar Social enquanto parte desse cenário é mantida por um vazamento
de riquezas dos países mais pobres. As barreiras comerciais impostas a
produtos agrícolas, os juros escorchantes cobrados por dívidas externas, a
desigualdade do comércio internacional contribuem para que migrações
continuem acontecendo. Apesar da escravidão ter sido extinta oficialmente em
1848, na França, e em 1888, no Brasil, a força de trabalho continua sendo
explorada e maltratada quando toma o caminho para o norte, seja na África,
seja no Brasil.
Leituras cotidianas nº 220, 8 de
fevereiro de 2006.
CeCAC – Centro Cultural Antonio
Carlos Carvalho
88
anos da Revolução Bolchevique: “Outros outubros virão…”
O exemplo do Partido Bolchevique e de Lênin de apreciar a
realidade a partir de uma posição de classe, proletária, de elaborar uma
análise científica da realidade para guiar o proletariado e os camponeses na
revolução deve inspirar a análise da atual crise mundial do imperialismo e da
formação social brasileira e a construção, teórica e prática, do projeto
nacional da revolução brasileira.
Leituras cotidianas nº 219, 6 de
fevereiro de 2006.
Francisco Carlos Teixeira
Socialismo
do século XXI: O que é isso?
A composição plural e as lutas de novo tipo – envolvendo
etnia, ecologia, gênero, direito ao lazer, etc. – assumiram, ao lado do viés
nacionalista e antiimperialista, um papel central no processo transformador
da América Latina.
Leituras cotidianas nº 218, 27 de
janeiro de 2006.
Sylvain Timsit
Estratégias
de manipulação
Estratégias e técnicas para a manipulação da opinião pública e
da sociedade.
Leituras cotidianas nº 217, 25 de
janeiro de 2006.
Fábio Luís
Panamá
Historicamente sul-americano; geograficamente
centro-americano; culturalmente caribenho e politicamente ianque. Situado no
coração das Américas, o Panamá sintetiza os dilemas da formação nacional
americana.
Leituras cotidianas nº 216, 20 de
janeiro de 2006.
Marcelo Medeiros
“Ao
agronegócio, tudo é permitido”
Se o Congresso não parece mobilizado para aprovar a PEC, o
governo também não demonstra muita pressa, apesar do compromisso assumido com
o Plano Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo. “A impressão é que
somente alguns setores do Governo, sem influência decisiva e peso suficiente,
têm torcido a favor da PEC”, diz frei Jean Marie Xavier Plassat. E critica a
influência do agronegócio no governo: “O peso do setor do agronegócio
exportador na definição da política deste governo é desmedido: considerado
salvador da pátria, tudo vale e a ele tudo é permitido.” E, por fim, diz não
acreditar em uma melhoria do quadro atual, ao menos este ano.
Leituras cotidianas nº 215, 17 de
janeiro de 2006.
Valéria Nader
Mário
Maestri: Reeleição de Lula ensejaria radicalização do neoliberalismo
Entre as medidas imprescindíveis para alterar a rota de nosso
desenvolvimento, Maestri destaca “a rejeição da dívida externa e interna
[principal e juros]; a estatização dos segmentos privatizados; a
nacionalização do comércio exterior; a nacionalização do sistema financeiro e
bancário; a expropriação radical, sem indenização, dos grandes latifúndios”.
Leituras cotidianas nº 214, 16 de
janeiro de 2006.
Francisco Carlos Teixeira
África:
cenário para as novas tragédias do século XXI
O continente africano, em especial do sul do Saara até a
África do Sul, surge no século XXI como o cenário para as “guerras sem fim”.
Entre conflitos locais e o avanço da AIDS,
a fome se alastra sobre o povo desprotegido. Quais as origens históricas
dessa grande catástrofe?
Leituras cotidianas nº 213, 13 de
janeiro de 2006.
Maurício Thuswohl
Desafio
é desenvolver o país sem destruir meio ambiente
Apontada muitas vezes como peça descartável numa reforma
ministerial, a senadora Marina Silva (com mandato até 2010) virou o jogo e
passa por um de seus melhores momentos no governo, após uma vitória pontual
no projeto da nova CTNBio e a queda do ritmo de desmatamento na Amazônia.
Leituras cotidianas nº 212, 12 de
janeiro de 2006.
Luis Fernando Novoa Garzon
O
Brasil no espelho d’água
Água não é um simples “recurso”, mas esteio de uma
coletividade e de seus recursos. Espelho d’água que dá testemunho de como
vivemos e de como podemos viver. A privatização e a liberalização da água, do
saneamento e dos serviços ambientais significariam uma violação do nosso
direito à autodeterminação, direito de ser parte no todo, direito de decidir
que país e que mundo queremos.
Leituras cotidianas nº 211, 11 de
janeiro de 2006.
Valéria Nader
Um
caminho rumo à escuridão
Os pilares teóricos do modelo liberal, que imobilizam o
governo e impõem a eternização do modelo pela busca infinita de
credibilidade, não permitem saída fácil do neoliberalismo. Não há, nesse
sentido, a menor possibilidade de reorganizar a economia brasileira sem um
modelo alternativo com quatro intervenções essenciais: interromper o
pagamento da dívida externa; romper com o FMI; estatizar os bancos; e
estatizar as empresas de infra-estrutura. Intervenções estas que implicam um
forte grau de conflito político e social, requerendo, conseqüentemente, uma
ruptura política mais profunda, com alto conteúdo anticapitalista e um
acúmulo de forças muito superior ao que hoje possuímos.
Leituras cotidianas nº 210, 30 de
novembro de 2005.
Cristóvão Feil
Dormimos
sobre um vulcão
O Estado liberal definha a olhos vistos. As jornadas
incendiárias da França são uma ilustração viva disso. Pairam nuvens de um
ceticismo ameaçador sobre a atividade política, porque na sua agenda não
estão incluídos os temas cotidianos dos indivíduos.
Leituras cotidianas nº 209, 26 de
novembro de 2005.
José Damião Vasconcelos
entrevista Mauro Antônio Moraes Victor
Políticas
do governo para a Amazônia visam o mercado
O Brasil tem um órgão oficial, que é o Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais (INPE), dizendo que somente 17% da Amazônia foi
destruído. Na realidade, quase 50% já foi destruído, e a sociedade brasileira
precisa saber disso. Precisou-se de uma universidade estadunidense para fazer
a constatação de que a destruição da Amazônia é o dobro daquela que o INPE
divulga. Temos aqui um Estado autoritário, mesmo quando todos dizem que
estamos em uma democracia, em que prevalece a transparência, a democratização
da informação. Isso é uma completa mentira.
Leituras cotidianas nº 208, 22 de
novembro de 2005.
Antonio Ozaí da Silva
Vale
nota, professor?!
A nota não prova inteligência – acaso o saber pode ser
quantificado?! – mas a capacidade de memorização ou de enganar o(a) professor(a)
e a si mesmo. A prova nada prova, mas é instrumento de poder e, em certos
casos, de autoritarismo; em outros, simples recurso que encobre a insegurança
do(a) professor(a) e sua incapacidade de garantir a ordem na sala de aula.
Que seria dos(as) professores(as) sem as notas? Que seria dos alunos sem a
auto-ilusão de que suas notas expressam conhecimento? Que seria do sistema de
ensino se todos perdessem o medo à liberdade, se todos se responsabilizassem
pelo próprio processo de aprendizagem, se valorizassem a autonomia e a
solidariedade, em lugar da tutela, da submissão e da competição?
Leituras cotidianas nº 207, 21 de
novembro de 2005.
Mao Zedong (Mao Tsé-tung)
Atenção
às condições de vida das massas e aos métodos de trabalho
A revolução coloca tarefas objetivas em cada conjuntura,
assume forma específica em cada realidade e pode se modificar em cada momento
e estágio da luta de classes. Mao aponta que é preciso partir dos interesses
imediatos das massas, das suas reivindicações econômicas e políticas
objetivas, fazendo-as compreender as tarefas de ordem mais elevada, a cada
momento. Tratar das questões mais elementares da vida do povo, das suas
reivindicações concretas, é a base para mobilizá-lo e incorporá-lo no
processo revolucionário. Tratar estas questões, por mais elementares que
pareçam, é uma permanente tarefa colocada para os revolucionários.
Leituras cotidianas nº 206, 14 de
novembro de 2005.
Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo
Belluzzo:
“Só radicalização da democracia pode garantir uma vida boa e decente.”
Ao receber o troféu Juca Pato – Intelectual do Ano de 2005,
prêmio conquistado com o livro “Ensaios sobre o Capitalismo no século 20”, o economista Luiz
Gonzaga Belluzzo falou sobre o atual estado de coisas no mundo e no Brasil.
Para ele, “serviçais da globalização propõem o retorno aos padrões primitivos
nas relações entre o capital e o trabalho”.
Leituras cotidianas nº 205, 4 de novembro
de 2005.
Luis Fernando Novoa Garzon
O
ultimato privatista ao setor de serviços
Os serviços essenciais (água, saneamento, saúde, educação) são
cobiçados exatamente por serem objeto de demanda inesgotável e garantida.
Serviços primordiais à sobrevivência, ao bem-estar e à formação da identidade
social e cultural, não poderiam, em nenhuma hipótese, ser objeto de
negociação ou de exploração comercial. Muito menos em países periféricos com
extensas parcelas excluídas dos requisitos mínimos da cidadania.
Leituras cotidianas nº 204, 1° de
novembro de 2005.
Marco Aurélio Weissheimer
Venezuela
de Chávez incentiva economia popular
para superar o neoliberalismo
Em visita ao Brasil, o ministro da Economia Popular da
Venezuela, Elias Jaua, relata como o Governo Chávez prioriza a produção para
consumo nacional, incentiva vocações regionais e investe no cooperativismo,
na economia solidária e na integração continental.
Leituras cotidianas nº 203, 31 de
outubro de 2005.
Avante!
Hugo
Chávez: “O socialismo é a salvação do planeta.”
“Catorze anos depois da queda da União Soviética, aqui estamos
na batalha. O socialismo renasceu. Chegou o grande dia da América, dos povos,
da liberdade e da justiça. Tudo depende de nós mesmos. O povo tem de tomar o
poder para construir um novo poder.”
Leituras cotidianas nº 202, 25 de
outubro de 2005.
Antonio Ozaí da Silva
Aqui
jaz fulano de tal... e a sua superioridade!
Como nota Bourdieu, os intelectuais constituem sociedades de
admiração mútua. Há no campo intelectual uma propensão ao narcisismo, à
pretensão da superioridade fundamentada em titulações e diplomas. Se a
vaidade é natural do humano, entre os intelectuais ela é favorecida pelo
caráter da sua própria atividade – o que Bourdieu denomina de “circulação
circulante”, no sentido de que estes produzem bens simbólicos a serem
consumidos por seus próprios pares e, também, por serem, simultaneamente,
produtores e consumidores dos próprios bens e dos bens de outros. Assim, o status dos intelectuais depende do
reconhecimento dos pares.
Leituras cotidianas nº 201, 19 de
outubro de 2005.
Argemiro Ferreira
Os
EUA, o Iraque e as origens do projeto neoconservador
A ação dos neocons
revela um manual prático de como é possível a um grupo pequeno e organizado,
mesmo depois de ter sido motivo de chacota entre autoridades e especialistas
do establishment de política
externa, impor a política de uma superpotência.
TEXTOS ANTERIORES 02
(2/1/2005 a 10/10/2005)
TEXTOS ANTERIORES 01
(5/7/2004 a 29/12/2004)
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