Filosofia
A
sociedade do espetáculo
GUY DEBORD

Guy Debord
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Lançado na França em
O “espetáculo” de que fala Debord vai muito além da onipresença dos meios de
comunicação de massa, que representam somente o seu aspecto mais visível e mais
superficial. Em 221 brilhantes teses de concisão aforística e com múltiplas
alusões ocultas a autores conhecidos, Debord explica que o espetáculo é uma
forma de sociedade em que a vida real é pobre e fragmentária, e os indivíduos
são obrigados a contemplar e a consumir passivamente as imagens de tudo o que
lhes falta em sua existência real.
Têm de olhar para outros (estrelas, homens políticos etc.) que vivem em seu
lugar. A realidade torna-se uma imagem, e as imagens tornam-se realidade; a
unidade que falta à vida, recupera-se no plano da imagem. Enquanto a primeira
fase do domínio da economia sobre a vida caracterizava-se pela notória degradação
do ser em ter, no espetáculo chegou-se ao reinado soberano do aparecer. As
relações entre os homens já não são mediadas apenas pelas coisas, como no
fetichismo da mercadoria de que Marx falou, mas diretamente pelas imagens.
Para Debord, no entanto, a imagem não obedece a uma lógica própria, como
pensam, ao contrário, os pós-modernos “a
(Anselm Jappe)