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Le Monde Diplomatique
Textos publicados no sítio “Le Monde Diplomatique”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pensamento crítico & alternativas

http://www.diplo.com.br/aberto/diplo.htm

O
Le Monde Diplomatique, ou “Diplô”, como é tradicionalmente conhecido, tem mais de 50 anos de existência. Nascido como edição mensal do diário francês Le Monde, tornou-se ao longo dos anos um símbolo de informação profunda e confiável, de jornalismo sem concessões à superficialidade e ao sensacionalismo.

Há anos, porém, o “Diplô” tornou-se bem mais que um “filhote” do jornal que lhe deu origem. Transformou-se num dos pólos intelectuais da resistência ao neoliberalismo e do debate das alternativas. Ao assumir esta condição, formou uma equipe de redatores e colaboradores que inclui gente como Ignácio Ramonet, Noam Chomsky, o subcomandante Marcos, José Saramago, François Chesnais, Ivan Illich, Ahmed Bem Bella, Manuel Vasquez Montalban e Samir Amin. De suas páginas saíram expressões mordazes, como “pensamento único”, e propostas ousadas, como a criação do ATTAC.

Esta opção pelo pensamento crítico e pela independência está consagrada também na relação do jornal com seus leitores. Em 1996, foi criada a sociedade anônima
Le Monde diplomatique SA, que tem como acionistas o próprio Le Monde, a equipe que faz o “Diplô”, representada pela Associação Gunter Holzmann, e - aqui está a principal novidade - a associação Les Amis du Monde Diplomatique, representada por mais de 10 mil leitores. Nesta sociedade tripartite, os jornalistas e os leitores detêm 46,7% dos votos, o que garante sua autonomia (pela lei francesa, o direito de veto, numa sociedade anônima, pode ser garantido por quem detenha 33,34%).

Le Monde Diplomatique conseguiu, portanto, atingir uma meta quase utópica: além de conquistar uma admirável liberdade de redação, é também um jornal que pertence ao leitor. Também por isso, tem a coragem de remar contra a maré. Num tempo em que a informação se transformou em mera mercadoria - e onde o que mais importa é que a notícia seja ao vivo e em tempo real -, oferece aos seus leitores a opção de refletir, de questionar, de avaliar criticamente o significado de cada fato.